Na África há uma tribo na qual as mulheres passam a usar brincos ao se casarem.
Quando elas retiram os brincos significa que já não amam mais seus maridos. Este ato simples é o processo de separação.(1)
Penso que trazemos conosco uma idéia antiquada sobre relacionamentos, queremos ter a posse do outro para nos sentirmos seguros, temos medo de sermos enganados, trocados e humilhados.
Admito que o fim de uma relação é sempre um mal-estar, mas é inevitável.
Culpamos nossos companheiros quando não atingem nossas expectativas, muitas vezes esquecemos que nos apaixonamos por aquele ser livre e independente que conhecemos.
O beijo, uma tentativa de engolir o outro. Somos egoístas.
Não quero ser demagoga, mas ando fazendo o possível para me despir de minhas vaidades e deixar de esperar qualquer coisa das pessoas que amo. Quero ser procurada por saudade, não por obrigação. Quero que a vontade seja maior que a rotina, que a falta seja o desejo, que o amor seja a admiração por aquilo que é intocado e, desta forma, não se acabe. Quero a beleza das pedras brutas.
(1): Informação retirada do Livro "Sociologia Geral", Eva Maria Lakatos.
Quando elas retiram os brincos significa que já não amam mais seus maridos. Este ato simples é o processo de separação.(1)
Penso que trazemos conosco uma idéia antiquada sobre relacionamentos, queremos ter a posse do outro para nos sentirmos seguros, temos medo de sermos enganados, trocados e humilhados.
Admito que o fim de uma relação é sempre um mal-estar, mas é inevitável.
Culpamos nossos companheiros quando não atingem nossas expectativas, muitas vezes esquecemos que nos apaixonamos por aquele ser livre e independente que conhecemos.
O beijo, uma tentativa de engolir o outro. Somos egoístas.
Não quero ser demagoga, mas ando fazendo o possível para me despir de minhas vaidades e deixar de esperar qualquer coisa das pessoas que amo. Quero ser procurada por saudade, não por obrigação. Quero que a vontade seja maior que a rotina, que a falta seja o desejo, que o amor seja a admiração por aquilo que é intocado e, desta forma, não se acabe. Quero a beleza das pedras brutas.
SONETO DA FIDELIDADE
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me preocupe
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive)
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
(Vinícius de Moraes)
(1): Informação retirada do Livro "Sociologia Geral", Eva Maria Lakatos.
